sábado, 26 de outubro de 2013

O 9º Mandamento

"You shall not to covet your neighbor's wife" Assim diz o mandamento número nove. O nono mandamento, nem na época do "Nonno" tem uma única interpretação, Quando dois seres humanos, normalmente de sexos opostos, dirigem-se ao altar, juram amor eterno, na saúde, na doença, na alegria, na tristeza, na riqueza ou na pobreza. Ou seja, a maior declaração de amor feita, a maior existente. Então por que acaba? Então por que homens e mulheres traem?
A hipocrisia existente no casamento começa com os homens. Aliás, há aquele dito que diz que se você não dá assistência, abre concorrência. Fato, e concordo! Eis o fruto da autohipocrisia. Homens que se acham os machões, fazem-se de "don juans", camuflando por entre a pele um machismo nato, vindo provavelmente de uma linha familiar que prega o casamento como "status social".
A igreja prega a fidelidade, mas a igreja não ensina o que é ser fiel! A igreja prega o amor ao Cristo, o amor ao próximo. Mas a própria igreja discrimina os gays, igualmente muitas igrejas discriminam outras igrejas, e discriminam os pobres. Vivem de estereótipos. 
Montes de seres humanos falando de amor, repetindo o amor, e traindo a si mesmos, traindo suas próprias palavras. Pois, se você comete traição com Cristo, ou com teu próprio Deus, quem você é?
As igrejas nunca ensinaram a fidelidade, muito menos a santa igreja católica. Padres não casam!

A traição é interpretativa. Você nunca traiu em corpo, mas já participou de verdadeiras orgias mentalmente. Você não transou com a mulher alheia, mas deixou de se amar, ou pior, alimentou e alimenta uma aparência matrimonial somente para ficar bem perante a "sociedade".

Aliás, quem é a sociedade que muitos de nós quer agir como vitrine? A mesma sociedade que despreza e julga um divorciado é a mesma que julga um negro. É o bêbado falando do maconheiro.

Mulheres que deixam de se amar, engordam, ficam desleixadas. Ou, homens que viram barrigudos, verdadeiros pudins de cana, que trocam a sua esposa por dinheiro, futebol e bebedeira. Mas na frente do mundo, com um sorriso no rosto, vivem numa família feliz!

A pior traição, a pior falta de ética, é a traição a si mesmo. É a ausência de amor próprio. Amar uma outra pessoa é lindo, amar a si mesmo é necessário. 


PS: Ainda o número de cornos no mundo é baixa, a tendência é aumentar. Bem feito!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Céu Nublado (Glauber Tabbert)

O sol agora está se escondendo, ou alguém o sequestrou.
Talvez a noite traga uma lua bem bonita, que ninguém a sequestre também.
E se for assim, sem sol nem lua, a vida vira uma dança sem música,
O mundo fica sem cor.

As folhas, nos galhos das árvores balançam sem vontade...
E por mais depressivo que pareça ser, não é depressão,
É só um momento para se pensar e refletir.
Sobre aquilo que foi, e sobre aquilo que é a vida.

Nem sempre quem sorri está feliz,
Nem sempre quem está sério está rabugento,
Nem sempre quem chora está triste.

A felicidade em mim existe,
Ela pode florescer ainda mais e mais,
Prefiro rir e sorrir para quem eu quero,
Não nasci e cresci para ser falso, já que a minha vida é tão verdadeira.

Pois eu não nasci para cair,
Eu nasci para correr!

A formiga má (Monteiro Lobato)

Já houve entretanto, uma formiga má que não soube compreender a cigarra e com dureza a repeliu de sua porta.
Foi isso na Europa, em pleno inverno, quando a neve recobria o mundo com seu cruel manto de gelo.
A cigarra, como de costume, havia cantado sem parar o estio inteiro e o inverno veio encontrá-la desprovida de tudo, sem casa onde abrigar-se nem folhinhas que comesse.
Desprovida, bateu à porta da formiga e implorou – emprestado, notem! – uns miseráveis restos de comida. Pagaria com juros altos aquela comida de empréstimo, logo que o tempo o permitisse.
Mas a formiga era uma usurária sem entranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres.
- Que fazia você durante o bom tempo?
- Eu…eu cantava!…
-Cantava? Pois dance agora, vagabunda! – e fechou-lhe a porta no nariz.
Resultado: a cigarra ali morreu entanguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto mais triste. É que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra, morta por causa da avareza da formiga. Mas se a usurária morresse, quem daria pela falta dela?
.—
“Os artistas – poetas, pintores, escritores, músicos – são as cigarras da humanidade”.

O início

As letras suplicaram, meus dedos suplicaram. Voltei a escrever. Um incentivo, uma ideia, uma voz, uma saudade retornando. Minhas mãos estavam já sedentas em escrever, reunir e organizar meus textos, minhas ideias ora ácidas, ora doces, ora amargas. 
Talvez eu poste Monteiro Lobato, talvez Eduardo Galeano... Pode ser que você leitor não goste, pode ser que você ame. Mas os diálogos surgem assim mesmo, de acertos e desacertos. De gostos e desgostos. Assim também é a vida. E sinceramente, para alguém ser agradável, não há a necessidade de gostos mútuos, basta o respeito, e o prazer de se ler ou ouvir algo novo, algo diferente.

Bem Vindos ao meu Blog!